História

Os primeiros passeios de buggy surgiram no Rio Grande do Norte no início dos anos 80, utilizando veículos desenvolvidos e adaptados para transitar em terrenos arenosos, com capacidade para quatro pessoas, compostos por uma carroceria de fibra de vidro, tração nas rodas traseiras, dando condição ao automóvel de realizar passeios por praias e dunas.

Iniciou-se com a promoção “conheça Natal pelo preço da passagem aérea” que alguns empresários fizeram para estimular o turismo norteriograndense nas regiões sul e sudeste, que eram os principais centros com potencial emissivo do Brasil.

Além da ação da iniciativa privada, fazia-se necessária a atuação do poder público para o desenvolvimento do turismo potiguar. A partir disso a Empresa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo do Rio Grande do Norte – EMPROTURN, na época o órgão oficial de turismo, passou a comandar as ações do setor turístico de responsabilidade governamental.

Em decorrência da união da iniciativa privada e do Poder Público surgiram novas idéias para estimular o turismo local, como a realização de city tour que ia do centro da cidade até a Fortaleza dos Reis Magos.

Levando em consideração as características naturais do Estado e a realização dos primeiros fantours, foi idealizado um novo produto para ser oferecido ao turista, onde eram utilizados veículos do tipo buggy para mostrar as belezas do litoral ao norte de Natal até Touros, englobando as praias da Redinha, Santa Rita e Jenipabú.

Antes disto estes veículos eram utilizados apenas por poucos veranistas para andar pela orla na época do verão. Dessa forma, embora a estrutura oferecida para o exercício desses passeios fosse mínima, o Rio Grande do Norte ganhou importante aliado para o seu desenvolvimento turístico.

Durante dois anos esses passeios foram realizados de forma esporádica. Apenas em meados de 1983, o passeio de buggy passou a ter maior visibilidade. Na época em nenhum outro Estado existiam esses passeios. A partir daí, a procura pelo passeio do litoral ao norte de Natal, pelas dunas e praias de Jenipabú e Santa Rita, aumentou consideravelmente e, após dez anos, eles passaram a ser realizados também no litoral ao sul de Natal, com destino a Tibau do Sul/Pipa até a Lagoa de Guaraíras, atualmente o passeio se estende até Sagi em Baía Formosa, na fronteira com a Paraíba.

Naquela época uma série de problemas dificultava o desenvolvimento da atividade, como as precárias condições de acesso às dunas e a situação dos veículos. Com o passar dos anos, o número de pessoas interessadas em exercer a atividade cresceu sem obedecer nenhum critério, gerando assim diversos problemas.

Diante dessa situação, em 1988 o Estado passou a intervir na atividade, com o intuito de estabelecer critérios para o seu exercício. Para tanto, foi criado um processo seletivo, um curso e instituída uma credencial emitida pelo órgão oficial de turismo para aqueles que participassem e fossem aprovados, servindo de referência para os turistas.

Neste mesmo ano foi realizado o primeiro Curso de Conscientização Turística e Ambiental para Bugueiros, com carga horária de 87 h/a que habilitou os primeiros 69 (sessenta e nove) Bugueiros para o exercício desta atividade. Do ano de 1988 a 2004 foram realizados 20 cursos capacitando 821 (oitocentas e vinte e uma) pessoas para o serviço. Hoje para ser Bugueiro credenciado o interessado deve ter o Curso de Formação de Bugueiro com carga horária de 462 horas aula.

Apesar de a atividade existir desde 1983, apenas em 1998 entrou em vigor a primeira Legislação para normatizar o Serviço de Buggy-Turismo, através do Decreto nº. 14.037 de 26 de junho de 1998 e da Portaria GS/SETUR nº. 019/98, que posteriormente foi substituída pela Portaria 018/02 de 01 de abril de 2002. No período que antecedeu esta legislação, o passeio de buggy podia ser realizado por qualquer pessoa, independente de ter o curso e o credenciamento aqui já mencionado, as credenciais expedidas pela EMPROTURN e posteriormente pela Secretaria de Estado do Turismo – SETUR servia apenas de referencial para os usuários do serviço.

Com a entrada em vigor da legislação, só pôde exercer essa atividade o profissional e o veículo que fossem devidamente credenciados pela SETUR, órgão responsável pelo seu ordenamento e disciplinamento.

Hoje a atividade de Buggy Turismo é regulamentada pela Lei Estadual de nº. 8.817 de 29 de março de 2006, que disciplina as permissões administrativas para realização do serviço no Estado do Rio Grande do Norte, a referida lei anulou todas as autorizações existentes anteriormente para a realização desse serviço, pois, elas não tinham sido precedidas de licitação.

Com isso, no ano de 2009 foi realizado pela Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, processo licitatório na modalidade concorrência nacional, com o objetivo de outorgar as permissões do serviço de buggy turismo no Estado.

Atualmente existem 715 (setecentos e quinze) bugueiros credenciados pela SETUR no Rio Grande do Norte, dos quais 660 (seiscentos e sessenta) são permissionários do serviço de buggy turismo, distribuídos nos seguintes municípios: 41 (quarenta e um) em Baía Formosa, 62 (sessenta e dois) em Tibau do Sul, 451 (quatrocentos e ciquenta e um) em Natal e 106 (cento e seis) em Extremoz.